terça-feira, 10 de abril de 2012

Psicomotricidade

A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente.
Vitor da Fonseca (1988) comenta que a "PSICOMOTRICIDADE" é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.
Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.
O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.
Segundo Barreto (2000), “O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo”. A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses. A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.
Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.
 
SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS PSICOMOTORES: engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados (passeios ao ar livre), etc.....
Pode-se afirmar, então, que a recreação, através de atividades afetivas e psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Defensividade Tátil

Defensividade tátil refere-se à respostas observáveis negativas ou aversivas a alguns tipos de experiência tátil que a maioria das pessoas não considera desagradável ou dolorosa. Existe um componente emocional exagerado em relação a toque de outras pessoas ou certas texturas. Assim, pentear o cabelo pode ser uma experiência dolorosa para algumas crianças e a água do chuveiro pode parecer agulhas caindo sobre a pele. É considerado um distúrbio de modulação de entrada sensorial.
Um papel importante de nosso sistema tátil é sua função protetora. O sentido do tato nos alerta sobre quando alguma coisa é aguda, quente, fria ou apresenta um perigo de qualquer outra forma. Aprendemos a “notar” essas coisas que podem representar perigo e respondemos afantando-nos delas.
Para alguns indivíduos entretanto, o aspecto do sistema tátil que distingue entre “mensagens” potencialmente perigosas ou inofensivas não funciona normalmente. Ocasionalmente vemos crianças que têm um sistema hiporreativo ao sentido do tato. Essas crianças não parecem sentir tanta dor quanto as outras e muitas vezes parecem não estar conscientes de sensações táteis que deveriam ser notadas. Os pais geralmente as descrevem como durões; tomam injeção e não choram… Mais comumente entretanto, há uma condição de hipersensibilidade ou resposta inconsistente ao toque. Esta condição foi descrita como defensividade tátil.
Como geralmente não pensamos muito sobre nosso sentido do tato ou que algumas pessoas são mais “sensíveis” que outras, muitos desses comportamentos geralmente são atribuidos à personalidade, natureza emocional ou tendências comportamentais. Entretanto, foram documentados casos suficientes de defensividade tátil sabermos que é realmente uma condição de base neurológica, que pode criar muito desconforto e mesmo desorganização para o indivíduo que a experimenta e sua família.
Nosso sentido do tato é intimamente relacionado a nossas emoções. Sofrer desconforto frequente através deste sentido é o suficiente para fazer o indivíduo demonstrar reações emocionais bastante fortes. Assim, crianças que sofrem com este problema são frequentemente descritas como irritadiças, briguentas, retraidas, choronas, bravas, etc.
É difícil prestar atenção na escola por exemplo se você tem de pensar o tempo todo que suas roupas estão incomodando, ou o quanto é desagradável quando alguém encosta de leve em você na fila. Estresses tais como fadiga, doença, ansiedade e mesmo fome frequentemente tornam essas reações mais severas.
Terapia destinada a reduzir defensividade tátil tenta gradativamente despertar reações mais normais às várias sensações táteis. O objetivo é normalizar o modo pelo qual o sistema nervoso reage e interpreta informação tátil.
Alguns sinais de defensividade tátil são:
• Cócegas exageradas
• Manter distância de outras pessoas para evitar ser tocado
• Tendência a se afastar de toque antecipado ou interações que envolvam toque
• Aversão ou luta quando carregados, abraçados ou embalados
• Esfregar o lugar em que foi tocado, como se quisesse apagar
• Aversão a algumas atividades da vida diária tais como banho de chuveiro, cortar unhas ou cabelo, lavar o rosto
• Aversão a toque leve especialmente nas pernas, braços e rosto.
• Recusa em tocar materiais tais como pintura a dedo, massinha, etc.
• Sensibilidade a certos tipos de tecidos ou roupas;
• Preferência ou aversão a comidas que parecem relacionadas a texturas ou temperatura; por exemplo, bebê que não aceita “caroços” na sopinha ou criança que tem ânsia de vômito com comidas com textura de purê.
• Evitam andar descalças em algumas superfícies como areia ou grama;
• Objeção, afastamento ou respostas negativas a contacto tátil, incluindo no contexto de relações íntimas

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA AJUDAR
A seguir , alguns modos pelos quais você pode ajudar sua criança ou outros membros da família que exibam defensividade tátil:
• Toque leve, de cócegas, é geralmente o mais irritante. Quando tocar sua criança, tente usar toque mais firme e pressão constante. Você pode ajudar pedindo à professora que a coloque na frente ou fim da fila. Toque antecipado é mais fácil de ser tolerado. Avise quando for tocar a criança.
• Pressão firme, consistente, tende a eliminar a irritação. Esta é a razão pela qual geralmente esfregamos um lugar que doi e provavelmente porque se desenvolveu o abraço. Massagem firme, enrolar com pressão e fazer “sanduiche”de criança entre almofadas, pode ser muito útil.
• Preste atenção a que tipos de tecidos ou roupas , substâncias ou situações sociais (por ex. andar por um shopping lotado) parecem despertar reações negativas na criança. Até que o problema seja aliviado, tente evitar reações (por ex., deixe que use somente roupas de algodão se isso é o que prefere).
• Evite discussões sobre isso a não ser que segurança ou outro assunto crítico esteja envolvido. É fácil pensar que a criança com defensividade tátil está tentando manipular você ou tornando a vida difícil de propósito. Acredite quando diz que algo “doe”. Há uma boa possibilidade de que realmente sinta alguns tipos de toque como tal.
• Tente incorporar gradativamente uma variedade de experiências táteis no brincar, comer e hora do banho. Geralmente será mais fácil para a criança iniciar o brincar ela mesma de preferência a ter sensações novas ou potencialmente ameaçadoras impostas. Demonstre em você mesma e faça-o divertido. Incorpore faz-de conta. Por exemplo, leve-a a fazer de conta que é um urso cobrindo as pernas e braços de espuma na banheira e depois limpe com uma toalhinha ou escova. Dê oportunidades para rolar na grama, enterrar-se na areia, brincar no banho de espuma, engatinhar em lugares apertados, enrolar-se em cobertas ou outras atividades táteis que a criança esteja disposta a tentar. Se achar que a atividade a incomoda e está fazendo só para lhe agradar, interrompa assim que possível.
• Atividades de “trabalho pesado” tais como carregar sacos de compras ou cestas de roupa para lavar, carregar uma mochila pesada, jogos de empurrar/puxar e atividades de pular dão oportunidade para trabalho pesado. Fazer com que a criança ajude em tarefas de trabalho pesado na casa e jogos de pular, empurrar/puxar podem ajudar a acalmar e organizar.
Há atividades táteis mais específicas que sua terapeuta pode sugerir que podem ser apropriadas para sua criança. Peça idéias à terapeuta e assegure-se de discutir as reações da criança às várias experiências.

domingo, 1 de abril de 2012

Dia Mundial da Conscientização do Autismo - 2 de abril

O autismo é uma Síndrome que atinge quase 2 milhões de brasileiros. Em crianças o autismo é mais comum que o câncer, AIDS e diabetes. No mundo, a ONU estima que existam mais de 70 milhões de pessoas com autismo (World Autism Awareness Day).

sábado, 31 de março de 2012

Amarrar cadarço

Aos 6 anos a criança já desenvolveu habilidade motora fina e coordenação. Deixar o laço malfeito não significa nenhum problema de coordenação. Algumas crianças apresentam bastante dificuldade em aprender a amarrar os sapatos. Esta atividade de vida diária exige boa habilidade bimanual, percepção visual, noção espacial e sequênciação.

Dicas para ensinar amarrar o sapato
- Treinar o manuseio com os cadarços (alinhavo)
- Treinar com sapato fora do pé
- Uso de cadarços de cores diferentes
- Ensinar através de desenhos
- Treinar, treinar, treinar.
Tentativas e erros estão no processo aprendizagem.

Autonomia

Dar autonomia ao filho também faz parte da educação.Pais protegem os filhos por instinto.
Quando têm em casa uma criança especial, o risco de exagerar na dose é ainda maior. Por desconhecimento da deficiência ou por medo de rejeição, acabam impedindo o filho de realizar diversas atividades que ele seria perfeitamente capaz de executar sozinho.

Com a melhor das intenções – deixar a criança em segurança –, os pais acabam caindo em uma armadilha. O cuidado exacerbado atrasa e outras vezes até talha a possibilidade do desenvolvimento físico e emocional da criança. Ela pode até criar uma independência desnecessária, porque não vive a vida real.

Ter deficiência não significa ser incapaz. Cada um tem suas potencialidades. Cabe aos responsáveis reconhecê-las e trabalhá-las.

O melhor caminho para evitar a superproteção que isola a criança especial é a informação: saber das necessidades da criança e ajudar a superá-las, acreditando na sua capacidade.

Ser autônomo significa saber cuidar de si. Ou seja, capaz de se virar sozinho com suas potencialidades.

O importante é ter este objetivo desde que a criança é pequena, e ir preparando-a, dando-lhe os instrumentos para que se torne independente.

E o primeiro passo é acreditar que a autonomia é possível e necessária, principalmente para a auto-estima de seu filho. Não se esqueça! Educar é também dar condição de AUTONOMIA.

Fonte: Revista Crescer